MinC participa da abertura de campanha para popularizar teatro

O espetáculo A Paixão Segundo Shakespeare, com texto de Jota Dangelo, será um dos apresentados durante a campanha O espetáculo A Paixão Segundo Shakespeare, com texto de Jota Dangelo, será um dos apresentados durante a campanha (Foto: Guto Muniz)

O secretário de Infraestrutura Cultural, Raimundo Benoni, representou o Ministério da Cultura (MinC) na abertura da 43ª edição da Campanha de Popularização Teatro e Dança, realizada na noite dessa quarta-feira (6) no Teatro SesiMinas, em Belo Horizonte. O projeto, que teve início da década de 70, é realizado todos os anos entre os meses de janeiro e fevereiro, com os espetáculos teatrais e de dança que foram apresentados nos palcos mineiros no ano anterior.

Para Benoni, a 43ª edição marca a continuação da maior ação de popularização das artes cênicas no país. "Com preços acessíveis, o programa vem, ao longo dos anos, garantindo a divulgação da vasta produção teatral de Minas Gerais. Além de ser um importante canal de inserção dos jovens na cena cultural mineira", ressaltou.

Benoni destacou ainda a relevância da Campanha para a movimentação da economia de Belo Horizonte e de Minas Gerais, de um modo geral. "A Prefeitura da capital contribui com aproximadamente R$ 90 mil para a realização do evento. Porém, com o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) cobrado na venda dos ingressos, a campanha devolve R$ 200 mil aos cofres públicos. É algo realmente impactante", disse.

De acordo com o Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc), entidade responsável pela organização do evento, neste ano, o público poderá conferir 192 peças, além de dezenas de espetáculos de dança. "Em 2016, foram promovidas 1801 apresentações no total, com a venda de mais de 290 mil ingressos. Nossa expectativa é que o número de espectadores de 2017 mantenha a média dos anos anteriores, cerca de 300 mil por edição", destaca o presidente do Sinparc, Rômulo Duque.

Parte dos custos de realização da Campanha de Popularização é proveniente de leis de incentivo fiscal, como a Rouanet. "Sem os patrocínios da Lei Rouanet, a viabilização do projeto seria muito complicada, uma vez que campanha não visa lucro. E sim, criar as condições necessárias para levar arte para diversas camadas da sociedade", pontuou.

Pioneirismo

Na avaliação do ator, diretor e produtor de teatro Pedro Paulo Cava, o projeto levado a Minas Gerais, em 1973, é pioneiro na criação de uma cultura teatral na população. "Estou no projeto desde a primeira edição e pude ver como a Campanha contribuiu para a mudança no perfil do público que assistia às peças. As classes C e D passaram a frequentar o teatro muito antes de programas de ascensão econômica empreendidos por governos mais recentes", afirmou.

Proprietário do Teatro de Cidade, importante casa teatral de Belo Horizonte, Pedro Paulo Cava já chegou a ter uma peça exibida por cinco anos consecutivos na campanha. Este ano, Cava leva ao público o espetáculo A Paixão Segundo Shakespeare, com texto de Jota Dangelo. "A Campanha de Popularização tem uma história muito bonita de resistência. Sobreviveu a vários governos mesmo quando, em alguns momentos, perdeu apoios financeiros cruciais. Hoje, a campanha imprimiu um forte dinamismo à economia da cultura de Minas, pois movimenta diversos setores e, principalmente, a vida noturna das cidades onde o festival ocorre", concluiu.

A 43ª edição vai de 05 de janeiro a 19 de fevereiro deste ano nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Juiz de Fora e Nova Lima.

(Fonte: Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura)

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